Blog da Confraria

Posts de março, 2009

A Ilustração e seus Benefícios

25/03/2009 09:37

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A ilustração, para a maioria dos leigos na área, é apenas um desenho. A verdade é que quanto à técnica, a ilustração pode ser tanto um desenho quanto uma pintura, ou uma gravura, imagem em 3D, colagem, fotomontagem, etc, o importante é o visual dela se encaixar bem no material em que será aplicada. O conceito mais apropriado para ilustração é “uma imagem utilizada de forma estratégica, com a intenção de favorecer o desempenho de um negócio”.
Ela é criada de acordo com a necessidade de transmissão de idéias de determinado produto ou serviço. Sua criação depende não só da criatividade do ilustrador, mas principalmente de fatores como tipo de técnica, material de aplicação, público-alvo do serviço ou produto, etc. para ser criada.

Por exemplo, se alguém me pedir para desenhar um cachorro, eu vou perguntar primeiro em qual material o desenho do cachorro será utilizado (embalagem de ração, logotipo de pet shop, brinde de loja, convite de festa, etc.), com qual tipo de traço devo criá-lo (traço cartoon, traço realista, traço mangá, toy art, etc.), qual o público-alvo do material (crianças, adolescentes, idosos, empresários, veterinários, etc.).

Cada negócio depende de um estilo de imagem apropriado, por exemplo: não posso desenhar um ursinho cor-de-rosa em traço cartoon para um anúncio de loja de carros, nem uma caveira de pirata com traço “Marvel” para o logotipo de uma floricultura. Portanto, a ilustração precisa ser uma boa figura aliada a uma boa estratégia de marketing.

A ilustração, ao contrário do que se pensa, não é utilizada apenas em publicidade infanto-juvenil, quadrinhos, desenhos animados, camisetas, convites, etc., ela pode ser aplicada em praticamente qualquer negócio. Um médico pode dar aos seus pacientes uma cartilha de cuidados com a saúde, uma agência de consultoria empresarial pode fazer uma HQ sobre o bom relacionamento de patrões com empregados, uma fábrica de motores pode colocar cartazes explicando aos funcionários como organizar o ambiente de trabalho… enfim, não há restrições quanto à área de aplicação das ilustrações, tudo depende acima de tudo da necessidade do cliente e da mensagem que ele deseja comunicar ao seu público.

Benefícios do uso da ilustração

Personificação dos valores da empresa: os valores “abstratos” que a empresa atribui ao seu produto ou serviço (conforto, segurança, integridade, agilidade, etc.) assumem uma forma concreta, que interage com o público (exemplos: tigre Tony = vitalidade, energia física / Zé Gotinha = simpatia, zelo pela saúde da criança). Além disso, há também a possibilidade de o próprio produto de uma empresa se tornar um ser vivo.

Diferencial competitivo: Um produto com uma embalagem ilustrada chama mais a atenção do consumidor do que um produto sem ilustração. Além do impacto visual mais atraente, a ilustração pode mostrar ao consumidor como é a utilização do produto ou contratação do serviço.

Identificação com o público-alvo: O personagem pode ter visual e comportamento semelhantes ao do consumidor, e viver situações semelhantes às do seu dia-a-dia, ajudando-o a familiarizar com o uso do produto ou a contratação do serviço. Exemplos: o mascote das Loterias da CAIXA é o Pepeu, um cidadão de meia-idade que está sempre “fazendo uma fezinha”; na HQ “Aprenda a Vender Mais e Melhor”, do SEBRAE, os personagens são comerciantes de um mercado público, que aprendem e ensinam conceitos de administração em suas histórias.

Baixo investimento: a ilustração, em muitos casos, possui menor valor de produção, em comparação com a produção de maquetes ou fotografias. Neste último caso, geralmente se contrata diversos fornecedores como agência de modelos, cenógrafo, fotógrafo, maquiador, figurinista, etc., e para a produção da ilustração, o próprio ilustrador é suficiente na maioria dos casos, pois ele pode criar a imagem no próprio computador, ou em um papel, e em muitas vezes entregá-la no mesmo dia do pedido.

Alto grau de personalização: as características pessoais do cliente podem ser inseridas no desenho. Nas caricaturas este benefício é mais evidente, e serve como uma forma de fazer o cliente rir de si mesmo.

Leitura de fácil associação: o texto acompanhado da imagem ajuda a proporcionar uma leitura mais agradável da mensagem. Ver um personagem vivendo e mostrando as situações descritas no texto, geralmente desperta mais o interesse do leitor do que uma pilha de parágrafos com a mesma informação. Atualmente, as obras literárias dos vestibulares são um tipo de material que utiliza este benefício em larga escala, com as suas versões em histórias em quadrinhos.

A imaginação é o limite: este é um dos benefícios mais importantes, pois a liberdade de combinações de elementos gráficos da ilustração permite que qualquer idéia possa ser colocada em prática. E como a ilustração é uma coisa abstrata por natureza, isso ajuda a retirar parte da artificialidade da idéia retratada, o que não costuma ocorrer em fotomontagens, por exemplo.

Para finalizar, precisando de uma ilustração, não escolham o caminho mais fácil de baixar imagens na Web, pois além da qualidade delas geralmente ser baixíssima, muitas delas possuem direitos autorais, e o uso não-autorizado das mesmas pode gerar processos por parte de seus criadores ou proprietários. Contratem um ilustrador, que ele criará uma imagem completamente sob medida para vocês.

Para conhecerem um pouco de meu trabalho, e conferir alguns dos diferentes usos da ilustração citados acima, entrem em meu site e meu blog.

Surprise-me

17/03/2009 12:18

Surprise me

Fico contente com o início das participações dos colegas da Confraria Empresarial aqui no blog, criado especialmente para divulgar nossos trabalhos e, de quebra, a nossa associação de negócios confiáveis. Vida longa a mais este projeto!

O post de hoje foi originalmente publicado no meu blog – o Impressão Digital - e relata uma experiência bem particular que tive e a importância de sempre buscarmos uma auto-motivação para surpreender!

No verão de 2004/2005, enquanto ainda estava na Universidade, dei um tempo do escaldante calor da Ilha para congelar nas montanhas rochosas do Colorado, nos Estados Unidos. Fiz um daqueles programas de trabalho no exterior, feito na sua maioria por universitários. Trabalhava no restaurante de uma estação de esqui ao sul do Colorado, Monarch Ski Area.

A experiência de ter trabalhado com algo totalmente avesso a minha realidade foi bem interessante. Mas lembro, de forma recorrente, de uma passagem que lá me acontecera e que até hoje me toca. No restaurante, era um faz-tudo (como todos os brasileiros que lá estavam também). Da pizza ao hamburguer, da sopa aos burritos e nachos, do caixa à limpeza: era a nossa rotina.

Tínhamos que nos reportar diretamente a nossa chefe de cozinha: uma vietnamita baixinha e invocada chamada Phanny. Quando precisava recorrer a ela para determinada tarefa ou pedia alguma sugestão do que fazer de pizza ou sanduíche em determinado dia, ela quase nada falava e simplesmente dizia: Surprise me, ou seja, surpreenda-me. É uma lição que tomo comigo até hoje.

Pode parecer uma passagem idiota, simples, mas que sempre me faz pensar e me toca muito relembrar disso: da necessidade sempre fazer não só um bom trabalho, mas o melhor. Não algo comum, mas algo que toque alguém. Fazer um trabalho bom deve ser o mínimo: precisamos sempre pensar na “cerejinha do bolo”, no diferencial, para, definitivamente, surpreender. Isso acaba norteando o meu trabalho hoje e incentivo para que quem esteja do meu lado também tenha isto em mente.

Retalhos sobre o panorama do design de móveis

16/03/2009 11:33

Há coisas que intrigam no mercado de consumo, mas a mais estranha delas é a aceleração com que as transformações da tecnologia avançam sobre o consumidor,especialemnte as coisas supérfluas, ou de natureza dispensável sob a ótica da estética ou tecnologia, enquanto outras mais íntimas, tornam-se coadjuvantes, mesmo que desejadas e nas crises, são abandonadas à sorte, até que voltem os ventos a soprar e as conduzam rumo ao consumidor novamente.

Vou descomplicar. Falo dos cosméticos, do vestuário, dos automóveis, da decoração, do mobiliário, e na outra ponta, frágil, dos alimentos, da saúde, da educação e do lazer.

Falar em crise é uma das necessidades da vida não descrtitas por Maslow, mas todo ser humano fala da crise, antes, durante e depois que ela passou. O palco das conferencias pode ser Davos, O Forum Social Mundial, ou a barbearia da esquina, a fila do banco, ou o que épior que tudo: antes de dormir.

Mas a dor gerada pelas crises é uma espécie de força extra retirada da alma, como um cão que é mordido por outro, devolve com igual intensidade outra mordida, e quando mais dói, mais ele aperta, até que o mais fraco sucumbe. No caso, pasmem: o mais fraco dos viralatas da pirâmide de consumo, é o mobiliário.

As pessoas trocam de carro, porque não podem rodar com um carro muito tempo porque “deprecia” (na verdade quem deprecia são as revendas, porque o pobre proprietário (ou proprio otario) cuida dele como se fosse um bebê. Isso é comprovado. A publicidade trabalha em cima disso. E também por uma coisa que ninguém se dá conta: o carro é notadamente masculino. Carros possantes são carros “pra macho”. Portanto, a melhor oficina o melhor combustivel, o melhor pneu, a melhor lavação. Isso é quase sempre o homm que escolhe, que corre atrás, que se descabela quando vê um risquinho (lá em casa é o contrario, ufa). Já omóvel, na maioria das vezes, é tratado como backgroud, porta trecos,depósito, especialmente portas e gavetas. Carros, tem nomes possantes. Móveis não. Baú vai ser sempre baú. Roupeiro, no máximo muda para guarda roupas. Prateleiras, campeãs no assassinato do vernáculo, viram “partelêras”, e as pobres cadeiras, tão delicadas, sustentam os bundões que tratam carros como bebê e armário como a casa da sogra.

Caminhando nesse pensamento, é possivel entender o porque da quebradeira constante no setor moveleiro quando surge uma crise. Os governos correm para socorrer os gigantes, porque são gigantes e se mostram como gigantes, empregam à vista de todos milhares de trabalhadores. Mas e o setor moveleiro? Vamos comparar? Quantos empregos gera a industria automobilistica? milhões. E as fabricas de móveis? Muitos milhões mais, porque são invisiveis. Com resguardo dos expoentes gigantes, todo brasileiro tem moveis dentro de casa, isso são 180 milhões de pessoas. Mas já se ouviu falar de alguem desta turba que usa polidor para dar brilho à logo do fabricante? E quando surge a crise, qual é a primeira coisa e deixar para mais tarde? Não é a cozinha nova? a sala de jantar ( um dia ainda vou descobrir porque todo mundo tem uma sala de jantar, mas não tem uma sala de almoço nem de café da manhã, lanche da tarde, mas, enfim, deixa pra lá. O assunto é outro agora).

Então, mais uma vez, chega a crise, sai o marceneiro, mas ficam os dedos, isto é, o carro tem que ser trocado, porque o juro “baixou”. A liquidação era imperdivel e aqueles tres pares de sapatos não poderiam ir parar em pés que não os merecessem. E a industria quimica foi tão generosa com aquele lançamento de batom a R$ 200,00, que isso não vai fazer falta mesmo, ninguém vai falir por tão pouco.

E a cadeira soltando as traves vai ter que esperar. Só até passar a crise.

Detalhe da coleção Apassionatta By pacard

Detalhe da coleção Apassionatta By pacard

O que buscam os investidores anjo?

09:49

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First of all: Inovação. Se você busca investimento-anjo para seu   negócio, a condição sine qua non para obter o aporte financeiro e intelectual de uma rede de anjos é que seu negócio seja inovador.

Em segundo lugar: investidores-anjo, via de regra, não buscam negócios lucrativos! A verdade é que não estamos nem aí para o lucro atual do seu negócio, o que buscamos são negócios com um enorme lucro “potencial” e preferencialmente com perspectivas internacionais.

Terceiro: O mercado brasileiro é muito limitado para a diversidade cultural e o potencial criativo dos nossos produtos. Acreditamos que não existem barreiras à expansão dos sites brasileiros mundo afora. É apenas uma questão de prioridade estratégica.

Legal – negócios inovadores, potencial de lucros exponenciais e perspectiva internacional. E o que mais?

Empreendedores dispostos a sacrifícios pessoais. Quando investimos em startups estamos assumindo o risco do negócio, mas não queremos assumir os riscos sozinhos. Queremos compartilhar com o empreendedor o sucesso do negócio, mas principalmente os riscos. Para assegurar o comprometimento do empreendedor, a sua renda pessoal deve ser mínima durante o período do investimento para que este esteja fora de sua zona de conforto. Queremos que o empreendedor tenha senso de propriedade com relação a cada centavo investido no seu negócio, qualquer saída de caixa precisa ser absolutamente necessária e será sempre questionada sobre a possibilidade de obter o produto ou serviço de forma mais barata e, portanto, mais criativa.

Dá para perceber que trabalhar com investidores-anjo não é fácil, porém pode ser muito gratificante quando na saída do investimento todos tiverem a sensação de dever cumprido e, só então, colher o excelente retorno de um investimento bem-sucedido!

Em suma, inovação e disposição, é isto o que buscam os anjos!


Argumentum ad hominem

13/03/2009 14:30

nickdewar

Sabe quando uma pessoa faz um comentário ou uma observação qualquer e, em vez de refutar o argumento, você critica a pessoa? Automaticamente o assunto tratado fica fora de questão, o foco passa a ser quem o está defendendo. Esse erro de raciocínio é tão antigo e comum que tem até um nome: argumentum ad hominem (expressão latina que significa “argumento contra o homem”).

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Nota fiscal eletrônica é tema de palestra da Confraria

13:21

O próximo encontro da Confraria Empresarial, rede de negócios confiáveis, será sobre nota fiscal eletrônica, tema bastante atual e que tenho acompanhado já há alguns anos, por conta de trabalhos para alguns clientes. É uma revolução tecnológica e tributária que estamos assistindo e que, dentro de alguns anos, estará consolidada no país.

A possibilidade de tornarem eletrônicas todas as notas fiscais representa uma grande evolução e irá impactar diretamente a forma de se fazer negócios, privilegiando as empresas que já desenvolvem todos os seus serviços ou vendem por meio eletrônico ou com o apoio da tecnologia. E diminuindo também os custos de empresas tradicionais.

Nesta primeira etapa, a nota fiscal eletrônica está se tornando obrigatória somente para segmentos que pagam ICMS, ou seja, compra e venda de mercadorias e produtos. Diversos estados estão adotando a NF-e, já que são as unidades federativas responsáveis pela arrecadação do ICMS. No âmbito municipal, somente o município de São Paulo consolidou a nota fiscal eletrônica de serviço, que recolhe o ISS.

Gostaria de convidar a todos para participarem na próxima terça-feira, às 19 horas, da palestra “Nota fiscal eletrônica: antecipe-se e prepare sua empresa”, que será dada por um dos principais especialistas no assunto aqui de Santa Catarina e diria até do Brasil – o colega Luiz Boal, da DF-e Tecnologia.

O evento é gratuito, será realizado no Auditório do SENAI/CTAI, na SC 401 próximo ao Floripa Shopping, e as inscrições podem ser feitas no site da Confraria Empresarial. Mais detalhes no convite abaixo.