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A Questão Nuclear e o Exemplo do Japão
28/03/2011 14:11)-Alemanha Quer Reavaliar Participação Em ANGRA 3
NOTICIA RECEBIDA DA DW-WORLD.DE DEUTSCHE WELLE
Brasil | 23.03.2011
Alemanha quer reavaliar participação em Angra 3
Governo alemão vai consultar Brasília sobre os padrões de segurança da usina nuclear de Angra 3 e reavaliar fiança bilionária dada à empresa construtora Areva/Siemens.
Diante dos desastres ocorridos com as usinas atômicas no Japão, o governo da Alemanha pretende reavaliar a já prometida fiança bilionária concedida à construção da usina nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro.
Segundo nota do Ministério alemão da Economia divulgada nesta quarta-feira (23/03), o governo brasileiro será consultado para saber em que medida os acontecimentos no Japão terão efeito nos próximos procedimentos e nos padrões a serem utilizados na futura usina.
A Alemanha pretende apoiar a co nstrução da usina com uma garantia de crédito de exportação às empresas nacionais de pouco mais de 1,3 bilhão de euros. Entretanto, até hoje não foram assinados o contrato de fornecimento nem os de financiamento.
Ao oferecer esta fiança ao negócio, o Estado apoia as exportações alemãs e protege as empresas em caso de fracasso. Angra 3 será construída pelo conglomerado francês Areva, do qual também participa a empresa alemã Siemens.
Tecnologia ultrapassada
O Ministério alemão da Economia esclareceu que o governo está reavaliando o caso após o episódio Fukushima. “Por isso o governo discute, agora com mais intensidade, esta fiança federal para crédito de exportação com relação a tecnologia nuclear”, afirmou o ministério.
Organizações de defesa do meio ambiente exigem a revogação desta garantia de crédito. Seus representantes temem que o fato de obras no complexo nuclear de Angra terem atrasado por mais de 30 a nos possa oferecer grandes riscos para o ser humano e para a natureza.
Segundo eles, trata-se de uma tecnologia ultrapassada em um país com “baixos padrões de segurança e sem uma fiscalização nuclear independente”. Além disso, Angra se localizaria na única região com perigo de terremoto no Brasil.
Segundo a bancada do Partido Verde no Parlamento alemão, entre outubro de 2009 e agosto de 2010 o governo em Berlim aprovou dez fianças para usinas nucleares na China, França, Japão, Coreia do Sul, Lituânia, Rússia e Eslovênia.
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Crises nos países Árabes: os cuidados que a ONU deve adotar para que a Libia não seja transformada em um novo Iraque
Muito interessante a forma como as manifestações contrárias aos governos estão ocorrendo em vários paises, simultaneamente. E interessante também, são as coincidências que se verificam e as paradoxais formas diferentes de tratar situações quase iguais, de forma completamente diferente, que a ONU e vários países do G7 estão adotando.
Vivemos um momento mundial em que a questão energética é cada vez mais uma aguda preocupação para as nações consumidoras de petróleo. As industrias automobilísticas nunca venderam tantos carros, em todo o mundo, como nos dois últimos anos.
Ai já se tem o primeiro paradoxo: enquanto o mundo se debate por um ar mais puro, e as nações mais ricas continuam aplica ndo poucos recursos nessa direção, as mesmas nações usam de todos os meios possíveis para aumentar a venda de veículos.
Ou seja, os interesses privados de lucro, mais uma vez, comandam questões estratégicas ambientais, que deveriam ser altamente prioritárias em nossa atualidade.
Essas mesmas nações mais ricas, que compõem o G7, e também predominam no Conselho de Segurança da ONU, são as mesmas que, sob o comando da OTAN, e por mandato das Nações Unidas, estão bombardeando a Líbia.
Mas a resolução da ONU autorizou uma ação no sentido de se manter uma zona aérea, um corredor de não-intervenção dos aviões libios, para resguardar uma faixa por onde os cidadãos daquele país pudessem se deslocar sem serem bombardeados.
Muito curioso esse aspecto. Os aviões das nações do G7, comandadas pela OTAN, bombardeiam a Líbia quando deveriam cumprir a ordem da ONU, que era justamente a criação de uma zona sem bombardeios.
As açõ es até então empreendidas começam a lembrar a questão das “armas de destruição em massa”, tão brandidas por Bush e Cheney, para justificar a injustificável invasão e destruição do Iraque.
Os movimentos de oposição e as demonstrações contrárias aos governos de paises árabes, sem qualquer dúvida, ocorrem num momento em que estão disponíveis meios de comunicação mundial e instantânea que geram informação imediata, e que passam a relatar a história de forma pessoal, direta sem a intervenção, ou a interpretação, de intermediários.
Sem dúvida, que os processos sóciopolíticos sofrerão acelerações e mudanças de padrão com as tecnologias disponíveis.
Mas uma dúvida que fica é a razão dessas manifestações não ocorrerem em países onde o uso indiscriminado das redes sociais, com acesso por celular e computador, é muito maior e onde já se tem mais de um celular por habitante. Justamente os países mais ricos do mundo. Os paises árabes, pobres e com grandes fossos em termos de renda e concentração de recursos, já teriam esse contato massificado de seus cidadãos com micros, notebooks, Internet e redes sociais?
Talvez a pobreza, a miséria, a injustiça social, a falta de direitos para as mulheres, tenham influenciado aquelas sociedades muito mais do que se possa aquilatar como espectadores distantes de uma realidade muito pouco conhecida.
Mas não podemos deixar de lembrar das manifestações insufladas por EUA e Inglaterra, no Irã, no ano de 1953, quando juntos, os governos desses dois paises financiaram a escória social da antiga Pérsia, apoiando o Xá, e depuseram um primeiro ministro democrático, escolhido em processo legítimo e legal.
O golpe foi perpetrado para defender os interesses petrolíferos ingleses, que não se conformavam em ter que pagar os valores dos royalties cobrados pelo soberano governo iraniano.
Naquele ano também ocorreram manifesta ções, agitações, explosões e combates de “milícias populares”, contra Mosadegh, o dirigente que não se dobrava e queria que a produção da refinaria de Abadan tivesse um retorno digno para ajudar a financiar a construção de uma sociedade menos miserável.
O financiamento do terrorismo no Irã atingiu seus objetivos imediatos e o ministro indesejado foi derrubado, aprisionado e morreu na cadeia.
O petróleo iraniano foi dominado por ingleses e americanos a preços simpáticos e confortáveis para os golpistas de ambos os lados. Só não foi bom para o povo daquele país, que na miséria e na descrença ficou mais 26 anos nas mãos de uma falsa realeza, montada por interesses menores e sem qualquer preocupação com a cidadania.
Em 1979 em reação ao regime vigente a revolução no Irá foi deflagrada por autoridades religiosas, que hoje ainda comandam aquele país.
Durante a chamada revolução dos Aiatolás, muitas foram as faixas fotografa das nas mãos de populares, que diziam: vamos vingar Mosadegh.
Assim, não são poucas as situações que a história nos coloca para que façamos comparações e a devida e fria análise dos fatos atuais, e que lançam dúvidas sobre a fidedignidade das questões reais que ocorrem no norte da África.
Outro ponto a ser incluído nesse tabuleiro de xadrez geopolítico, é no tocante à Arábia Saudita. Pais ditatorial, que leva o nome da família que o domina, grande produtor de petróleo e com interesses associados aos norte-americanos desde 1930, mantém a sociedade civil sob duro controle político e comportamental, sem que tenha recebido qualquer admoestação dos EUA, da ONU e de qualquer dos países da “coalizão”, que hoje bombardeiam a Líbia, sob o comando da OTAN. Que não deixa de ser outra curiosidade: a OTAN é a sigla de Organização do Tratado do Atlântico Norte, em inglês se escreve NATO.
E essa organização tem mandato para operar no M ar Mediterrâneo, no norte da África?
É claro que essas questões serão respondidas pelo desenrolar dos acontecimentos e o mundo todo aguarda, além da necessária verdade, a pacificação das situações, para que se possa experimentar a paz e o entendimento.
A Democracia é o grande sonho mundial, e a integração entre os povos, com o nivelamento de benefícios e direitos, é o principal objetivo humano.
Para chegar a esses patamares são necessários transparência e respeito no trato das questões essenciais, como garantia de que não se está construindo, ou perpetuando, a existência de dois mundos: o dos que dominam os instrumentos da guerra e da força, e o dos que por elas são dominados.
Postado por Danilo Cunha
www.danilocunha.blogspot.com
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O Contexto da Vida
13:53O CONTEXTO DA VIDA
Seres humanos são seres contextuais.
Todos, desde que nascemos, estamos em um contexto, como os peixes estão na água, como os animais nas terras, no campo, na floresta.
Contextos são como círculos de espelhos nos quais nos refletimos, nos miramos, vemos e somos vistos.
Contextos são as pessoas que nos cercam, os ambientes que habitamos, os lugares que freqüentamos, as emoções que sentimos, as lembranças que temos, os cheiros que reconhecemos, os ruídos que ouvimos, as sensações que percebemos, as percepções que reconhecemos, as imagens que vemos, os sonhos que tivemos, enfim, todo o patrimônio material e não material que nos embala, que nos envolve, que nos acalenta e desenvolve.
Contextos são olhares, sorrisos, muxoxos e tristezas. Contextos são alegria, explosões, música e canções.
Contextos são lágrimas, que correm e secam, que afastam e aproximam, aprovam e reprovam, afagam e agridem.
As pessoas nascem em um contexto, vivem em vários contextos e morrem, ou
começam a morrer, quando ficam descontextualizadas, quando perdem seus contextos, quando não são reconhecidas pelos contextos, quando não mais reconhecem os contextos, ou quando não podem mais erigir contextos.
Contextos são formados por um elenco de imagens, sensações, lembranças, prazeres, dores, saudades, aspirações, realizações, sonhos e emoções.
Contextos e pessoas mantêm uma interatividade, uma conectividade, uma elaboração permanente e evolutiva, regressiva e especulativa.
Nossas roupas são uns dos elementos mais imediatos de nossos contextos físicos, nossas casas, nossa rua, nosso bairro, nossa cidade, nosso trabalho.
Os contextos são dinâmicos, orgânicos, móveis, mutáveis e evolutivos.
Contextos são pessoas, são como pessoas, contextos são a vida.
A relação de ar e umidade, de frio e calor, de vento e água, de céu e nuvem, de árvore e flor, tudo é contexto.
Contexto é vida e dignidade, ou o abandono e a solidão.
Pode ser construção ou destruição. Evolução, atraso, condenação ou perdão. A fome, a saciedade, a justiça e a gratidão. Cura, doença, esperança e salvação.
Ver, sentir, ouvir, cheirar, tocar. Odiar ou amar.
Contexto é herança, evolução, escolha e definição.
Nós construímos contextos, e por interatividade os contextos nos constroem, também.
Ou nos destroem. A linguagem dos contextos é que determina seus efeitos.
Contextos podem ser vida ou morte.
A escolha é nossa!
Seres humanos são microcosmos, são pequenos mundos, são como planetas em uma constelação maior, que é a sociedade em que vivem, o mundo em que habitam.
Pessoas são subjetivas e elaboram idéias, impressões e comportamentos a partir de suas evoluções e subjetividades.
Existem quase sete bilhões de seres na face da Terra, e igual numero de opiniões, idéias e certezas.
Igual numero de identidades pessoais, impressões digitais, dna e padrão de voz.
Somos todos iguais, mas somos todos tão diferentes!
Nossas individualidades sempre concorrem e colidem com a coletividade, com os outros bilhões de mentes, que também possuem suas certezas.
Somos como pequenos planetas, com anéis em torno, que se chocam com os anéis, iguais, dos outros planetas.
Para conviver em ambientes coletivos, os seres humanos constroem pactos éticos para que haja padrões a serem seguidos por todos, de forma a criar espaços coletivos de convívio.
Assim nasceram as leis, os regulamentos, e as regras.
Assim o ser humano evoluiu ao longo dos tempos.
Saímos da idade da pedra, da vida nas cavernas, organizamos a agricultura, fomos para as tribos, para os feudos, para a época dos reis, e depois para as leis.
Esse aprendizado não se deu rápida nem facilmente. Foram muitos séculos de força bruta, de guerras, de dominação pela força e pelas armas.
As sociedades democráticas e organizadas são bem recentes e a construção de civilização, e avanço social, é bem jovem num mundo de milhões de anos.
A verdade é que não sabemos de onde viemos e para onde vamos. Apenas sabemos, um pouco, sobre nossas existências materiais neste mundo conhecido.
Como pouco sabemos elaboramos teorias, construímos crenças, e nos apegamos a opiniões.
O desenvolvimento científico é recente, os avanços em saúde, educação, vida em sociedade, justiça e direitos individuais, e sociais ainda estão em implantação em várias partes de nosso globo terrestre.
A evolução se dá a passos lentos no nível conceitual.
Ciência e tecnologia avançaram, e avançam celeremente pelas mãos dos seres humanos.
Paradoxalmente, os seres evoluem lenta e perigosamente, pois ainda mantemos nossos instintos de sobrevivência muito presentes e nossas reações emocionais facilmente sobrepujam a pseudo-modernidade de nossos comportamentos.
Ainda somos regidos pelo medo da morte, pela fome, pelo sexo, pelas desigualdades e pelas diferenças.
Somos extremamente racionais para desenvolver medicamentos e alimentos com alta dose de tecnologia embarcada, mas ainda não sabemos distribuí-los para todos que os necessitam.
Temos a cura em nossas mãos, mas a doença ainda é muito presente.
Falamos em paz, mas gastamos mais com a guerra do que com a cooperação.
Falamos em amor, mas negamos carinho e solidariedade para quem sofre.
Falamos em ambiente, mas jogamos nosso lixo nos solos e nos mares, no verde, e nos ares, nos rios e em todos os lugares.
Somos um mundo só, um único contexto, e precisamos conviver melhor com os outros e com o nosso mundo.
Para conviver é preciso viver, e para viver, precisamos sobreviver.
Para sobreviver o mundo precisa mudar, novos contextos terão que surgir, novas posturas serão necessárias, e as individualidades terão que evoluir para a cooperação e o coletivo.
A vida é um paradoxo.
Ela é uma aventura, e uma ventura, da qual todos sairemos mortos.
Mas podemos fazê-la melhor.
Danilo Cunha
www.danilocunha.blogspot.com
danilocunha@terra.com.br
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Dissertação analisa experiência dos usuários do site da Confraria
09/11/2010 17:15
O associado Albert Günther apresenta, no dia 22 de novembro, a sua dissertação no curso de Mestrado em Design Gráfico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), O design de experiências em interfaces web: um estudo de levantamento para pesquisa de usuários baseado em uma rede social. O trabalho aborda as percepções dos usuários do site da Confraria Empresarial. Os resultados da pesquisa já foram apresentados para a diretoria e alguns membros da Confraria. A defesa da dissertação está marcada para as 14h30 na sala de videoconferência do Centro de Comunicação e Expressão do campus da UFSC em Florianópolis.
“Enquanto o design de experiências é tido como uma disciplina consolidada, o Design em sentido amplo adquire implicações epistemológicas que o orientam ora para a arte, ora para engenharia, reconhecendo que mediante a manipulação das formas gráficas há também a manipulação de experiências e conteúdos vividos por usuários, o que é exemplificado pelo estudo.” [trecho do abstract do trabalho]
O associado Albert Günther apresenta, no dia 22 de novembro, a sua dissertação no curso de Mestrado em Design Gráfico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), O design de experiências em interfaces web: um estudo de levantamento para pesquisa de usuários baseado em uma rede social. O trabalho aborda as percra, Marcos falará sobre as linhas: Sinapse, Prime, Juro Zero, Subvenção, Inovação do BNDES, apresentando as características principais de cada uma epções dos usuários do site da Confraria Empresarial. Os resultados da pesquisa já foram apresentados para a diretoria e alguns membros da Confraria. A defesa da dissertação está marcada para as 14h30 na sala de videoconferência do Centro de Comunicação e Expressão do campus da UFSC em Florianópolis.
“Enquanto o design de experiências é tido como uma disciplina consolidada, o Design em sentido amplo adquire implicações epistemológicas que o orientam ora para a arte, ora para engenharia, reconhecendo que mediante a manipulação das formas gráficas há também a manipulação de experiências e conteúdos vividos por usuários, o que é exemplificado pelo estudo.” [trecho do abstract do trabalho]
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Relação Cliente X Fornecedor
03/06/2009 10:24Amigos,
compartilho com vocês um vídeo que surgiu recentemente no YouTube, que relata com bom humor uma situação pela qual os profissionais de criação passam quase todos os dias. Recomendo fortemente que o vídeo seja mostrado a todos os clientes que questionarem os preços de nosso projetos, e oferecerem contrapropostas absurdas.
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Você sabe o que é gestão do design?
02/04/2009 14:40
Se você nunca ouviu (ou leu) a expressão “gestão do design”, prepare-se para esbarrar nela freqüentemente nos próximos anos. É que, segundo o filósofo alemão Wolfgang Welsch, “assim como o século XX foi o século da arte, o século XXI será o século do design“.
A expressão foi usada pela primeira vez em 1965, quando o governo britânico instituiu uma premiação para empresas que aplicassem uma abordagem integrada para as atividades de design de maneira a contribuir com a qualidade e fosse percebida por todo mundo. Como o prêmio se chamava Presidential Awards for Design Management, a definição ficou valendo. Uma coisa que eu nunca entendi é o nome “presidential” num país parlamentarista como a Inglaterra (provavelmente o presidencial em questão era relativo às sociedades promotoras, a Britains´s Royal Society of Arts e o UK´s Design Council).
Aos poucos, com a popularização nas corporações, a gestão do design passou também a denominar um instrumento que auxilia os gestores da empresa a trabalharem com a abordagem de resolução de problemas própria do design: valorizar o projeto, o conceito e a estética. Em outras palavras, trata-se de inserir a cultura do design na empresa e descobrir como essa ferramenta pode torná-la mais competitiva.
Tudo bem, mas como é que isso funciona na prática? Como é que o design pode ajudar a empresa a se diferenciar no mercado? Aha, você deve estar pensando em marcas inovadoras ou linhas arrojadas. Beleza, essa é a parte que mais aparece, mas tem um problema. O primeiro é que linhas arrojadas (seja lá o que isso for), não se aplicam a qualquer empresa. Em segundo, gestão do design é muito mais que isso.
A gestão do design trata justamente de acabar com a história de contratar designers pontualmente, somente para desenvolver uma marca gráfica ou para fazer caixinhas quando o produto já está pronto. A idéia é fazer um diagnóstico e propor inserções estratégicas do design em todas as áreas, atividades, processos, produtos, conceitos, cultura e no que mais for possível. Inocular o design no sangue corporativo, é isso!
Vamos aos exemplos: o design pode auxiliar a encontrar melhores soluções para o ambiente de trabalho/produção e/ou atendimento a clientes com o objetivo de criar o clima psicológico desejado, melhorar o fluxo de circulação de materiais e de pessoas, sinalizar corretamente os espaços, comunicar a filosofia da empresa e reduzir custos (com o aproveitamento de iluminação natural, a escolha adequada de móveis, etc). Já dá para perceber que pode-se aplicar os conceitos tanto em uma papelaria, como em um restaurante a quilo. Mas também serve para uma multinacional de petróleo ou uma empresa de consultoria.
Ok, mas vale lembrar que tudo isso tem que estar consonante com a comunicação da identidade corporativa, desde a marca gráfica que deve traduzir com competência os atributos essenciais em todas as aplicações, passando pelo layout da papelaria, as práticas de atendimento e estrutura da informação, o website adequado e funcional, as embalagens sintonizadas com a filosofia da empresa, as apresentações institucionais, e tudo o mais que se possa lembrar. Onde você quiser, dá para encaixar design.
E tem mais: o design pode (e deve) nortear todo o desenvolvimento de novos produtos na empresa, desde o período embrionário até o ciclo de vida ser completado com o descarte. A escolha de materiais, a tradução do posicionamento da empresa, as técnicas de fabricação, o comportamento do consumidor, as funcionalidades, as inovações, as informações. Tudo tem que ter dedo de designer, se a empresa quer entrar para valer na competição.
Bacana, né? Só não consigo entender porque é que isso nem sequer é citado nas faculdades de administração, para ficar só no pessoal diretamente interessado nos resultados. E tem uma coisa pior: as faculdades de design formam designers gráficos, designers de produtos, designers de moda, webdesigners e outros que tais. Mas quem integra tudo isso numa empresa? Quem faz a gestão estratégica do design? Onde se formam os gestores de design? Que eu saiba, no Brasil só há cursos de pós-graduação na área. Mas o pessoal que sai da faculdade acaba entrando no mercado sem muita noção de gestão. Resultado: designers se acham incompreendidos e gestores se sentem irritados.
Pois é, minha gente. O grande desafio agora é formar muitos e excelentes gestores do design e contar ao empresariado sobre a existência e a importância estratégica desses profissionais.
A coisa vai meio devagar, mas eu, pelo menos, estou fazendo minha parte…
Lígia Fascioni | www.ligiafascioni.com.br
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A Ilustração e seus Benefícios
25/03/2009 09:37
A ilustração, para a maioria dos leigos na área, é apenas um desenho. A verdade é que quanto à técnica, a ilustração pode ser tanto um desenho quanto uma pintura, ou uma gravura, imagem em 3D, colagem, fotomontagem, etc, o importante é o visual dela se encaixar bem no material em que será aplicada. O conceito mais apropriado para ilustração é “uma imagem utilizada de forma estratégica, com a intenção de favorecer o desempenho de um negócio”.
Ela é criada de acordo com a necessidade de transmissão de idéias de determinado produto ou serviço. Sua criação depende não só da criatividade do ilustrador, mas principalmente de fatores como tipo de técnica, material de aplicação, público-alvo do serviço ou produto, etc. para ser criada.
Por exemplo, se alguém me pedir para desenhar um cachorro, eu vou perguntar primeiro em qual material o desenho do cachorro será utilizado (embalagem de ração, logotipo de pet shop, brinde de loja, convite de festa, etc.), com qual tipo de traço devo criá-lo (traço cartoon, traço realista, traço mangá, toy art, etc.), qual o público-alvo do material (crianças, adolescentes, idosos, empresários, veterinários, etc.).
Cada negócio depende de um estilo de imagem apropriado, por exemplo: não posso desenhar um ursinho cor-de-rosa em traço cartoon para um anúncio de loja de carros, nem uma caveira de pirata com traço “Marvel” para o logotipo de uma floricultura. Portanto, a ilustração precisa ser uma boa figura aliada a uma boa estratégia de marketing.
A ilustração, ao contrário do que se pensa, não é utilizada apenas em publicidade infanto-juvenil, quadrinhos, desenhos animados, camisetas, convites, etc., ela pode ser aplicada em praticamente qualquer negócio. Um médico pode dar aos seus pacientes uma cartilha de cuidados com a saúde, uma agência de consultoria empresarial pode fazer uma HQ sobre o bom relacionamento de patrões com empregados, uma fábrica de motores pode colocar cartazes explicando aos funcionários como organizar o ambiente de trabalho… enfim, não há restrições quanto à área de aplicação das ilustrações, tudo depende acima de tudo da necessidade do cliente e da mensagem que ele deseja comunicar ao seu público.
Benefícios do uso da ilustração
Personificação dos valores da empresa: os valores “abstratos” que a empresa atribui ao seu produto ou serviço (conforto, segurança, integridade, agilidade, etc.) assumem uma forma concreta, que interage com o público (exemplos: tigre Tony = vitalidade, energia física / Zé Gotinha = simpatia, zelo pela saúde da criança). Além disso, há também a possibilidade de o próprio produto de uma empresa se tornar um ser vivo.
Diferencial competitivo: Um produto com uma embalagem ilustrada chama mais a atenção do consumidor do que um produto sem ilustração. Além do impacto visual mais atraente, a ilustração pode mostrar ao consumidor como é a utilização do produto ou contratação do serviço.
Identificação com o público-alvo: O personagem pode ter visual e comportamento semelhantes ao do consumidor, e viver situações semelhantes às do seu dia-a-dia, ajudando-o a familiarizar com o uso do produto ou a contratação do serviço. Exemplos: o mascote das Loterias da CAIXA é o Pepeu, um cidadão de meia-idade que está sempre “fazendo uma fezinha”; na HQ “Aprenda a Vender Mais e Melhor”, do SEBRAE, os personagens são comerciantes de um mercado público, que aprendem e ensinam conceitos de administração em suas histórias.
Baixo investimento: a ilustração, em muitos casos, possui menor valor de produção, em comparação com a produção de maquetes ou fotografias. Neste último caso, geralmente se contrata diversos fornecedores como agência de modelos, cenógrafo, fotógrafo, maquiador, figurinista, etc., e para a produção da ilustração, o próprio ilustrador é suficiente na maioria dos casos, pois ele pode criar a imagem no próprio computador, ou em um papel, e em muitas vezes entregá-la no mesmo dia do pedido.
Alto grau de personalização: as características pessoais do cliente podem ser inseridas no desenho. Nas caricaturas este benefício é mais evidente, e serve como uma forma de fazer o cliente rir de si mesmo.
Leitura de fácil associação: o texto acompanhado da imagem ajuda a proporcionar uma leitura mais agradável da mensagem. Ver um personagem vivendo e mostrando as situações descritas no texto, geralmente desperta mais o interesse do leitor do que uma pilha de parágrafos com a mesma informação. Atualmente, as obras literárias dos vestibulares são um tipo de material que utiliza este benefício em larga escala, com as suas versões em histórias em quadrinhos.
A imaginação é o limite: este é um dos benefícios mais importantes, pois a liberdade de combinações de elementos gráficos da ilustração permite que qualquer idéia possa ser colocada em prática. E como a ilustração é uma coisa abstrata por natureza, isso ajuda a retirar parte da artificialidade da idéia retratada, o que não costuma ocorrer em fotomontagens, por exemplo.
Para finalizar, precisando de uma ilustração, não escolham o caminho mais fácil de baixar imagens na Web, pois além da qualidade delas geralmente ser baixíssima, muitas delas possuem direitos autorais, e o uso não-autorizado das mesmas pode gerar processos por parte de seus criadores ou proprietários. Contratem um ilustrador, que ele criará uma imagem completamente sob medida para vocês.
Para conhecerem um pouco de meu trabalho, e conferir alguns dos diferentes usos da ilustração citados acima, entrem em meu site e meu blog.
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