
Na correria do dia-a-dia é comum a gente cometer alguma gafe e não pensar mais no assunto. Pode parecer bobagem, mas convém tomar muito cuidado na maneira como a gente trata as pessoas. Veja se você age assim de vez em quando e saiba como cada uma dessas atitudes é interpretada no mundo dos negócios.
Marcar uma reunião com alguém e deixar a pessoa esperando. Pois é. Com esse comportamento, a pessoa está demonstrando claramente para quem está tomando um chá de cadeira que tem coisas mais importantes para fazer do que atendê-lo. O tempo do visitante não vale nada e o dela é precioso. Os inseguros geralmente usam esse expediente para demonstrar poder, e os desorganizados, para atrapalhar a vida alheia.
Não olhar nos olhos da pessoa com quem se está conversando. Não dá para imaginar coisa pior do que tentar falar com uma pessoa sobre um assunto e ela não lhe dar a menor bola. A conversa é interrompida à toda hora para dar instruções, assinar papéis ou falar no celular (até atender a um engano é mais urgente que ouvir o interlocutor). Não conheço nenhum jeito melhor para humilhar alguém ou fazê-lo se sentir um estorvo.
Pedir uma proposta “para ontem” e não dar nenhum retorno quando a receber. Tem gente que solicita um plano detalhado em regime de urgência, sabe que ocupou bastante tempo de quem o fez, e mesmo assim não se dá nem ao trabalho de responder que recebeu o documento. A pessoa está querendo mostrar que é tão importante e ocupada que não teve tempo de ler a mensagem. O que não explica essa estranha mania de fazer as pessoas de bobas.
Não retornar ligações de alguém que ligou uma ou várias vezes. Esse chato existe com o único intuito de atrapalhar a vida de quem trabalha. Ignorá-lo é o jeito mais eficiente de lhe comunicar isso sem deixar dúvidas. Um raro caso onde não falar nada já diz tudo o que se pensa sobre uma pessoa. O incomunicável só deve rezar para não precisar dela algum dia.
Não agradecer favores. Há gente que demanda as mais diversas coisas — pede ajuda em um trabalho, quer bibliografia sobre uma matéria, exige o esclarecimento de alguma dúvida, solicita participação em uma pesquisa, reclama o preenchimento de um questionário — quase sempre alguma tarefa que toma bastante tempo e atenção de quem vai responder. É como se o mundo existisse apenas para servi-lo. Para que acusar o recebimento da resposta ou até mesmo agradecer a gentileza? Gente assoberbada de responsabilidades não tem tempo para essas firulas (ela deve considerar o pessoal que faz favores como um bando de desocupados, né?).
Prometer algo e depois não cumprir. Há quem adore recolher cartões de visitas e prometer que vai entrar em contato depois ou mandar algum material. Essa gente costuma guardar os cartões em algum lugar e abandonar completamente o assunto. É claro que celebridades influentes se esquecem sempre desses detalhes. Elas não têm tempo para essas miudezas, estão preocupadas apenas com grandes realizações.
Fazer um serviço “meia boca” quando fica descontente com o preço acertado. Pois é, pelo que o fulano pagou, o serviço está bom demais. O que ele queria? Que competência e brilhantismo fossem desperdiçados com gente que gosta de pechinchar? A excelência e o profissionalismo de alguns estão reservados somente para quem paga bem e variam com a cara e a carteira do cliente. Qualquer semelhança com oportunismo barato não é mera coincidência.
Tratar fornecedores com displicência. É claro, quem eles pensam que são? O que importa são os clientes potenciais (os que já são “de casa” não precisam de frescuras, eles sabem como se virar). Fornecedores são meros serviçais que deviam dar graças aos céus todos os dias por terem o privilégio de vender para esses executivos tão poderosos e importantes.
Criticar os funcionários na frente dos outros. Mão-de-obra, hoje em dia, é um problema, né? Não se pode confiar mesmo nesses cabeças-de-bagre que o chefe crítico cuidadosamente selecionou, treinou e contratou. Além disso, é evidente que a empresa dele está nas mãos de gente incompetente, ele é o único cérebro que funciona lá dentro. Se não fosse a genialidade desse sujeito, a firma já teria ido para o buraco.
Receber um convite e não responder se vai ou não. Pense bem: como é que alguém consegue organizar um evento sem saber quantas pessoas vão? Ainda mais se esse evento inclui comida e bebida? Há pessoas muito desrespeitosas que, além de ignorarem o convite, ainda respondem calmamente, quando interpeladas: “Ah, se der eu dou uma passadinha lá depois”. Tradução: “Estou pouco me lixando para o seu evento – se eu não tiver nada melhor para fazer, apareço para marcar presença”.
Pois é. Esquecer-se de que as nossas atitudes traduzem quem somos e o que pensamos pode ser perigoso. Se você é adepto dessas práticas e ninguém mais quiser fazer negócios com você, não reclame. Não dá para dizer que foi um mal-entendido.
Lígia Fascioni | www.ligiafascioni.com.br
Categoria: Atitude profissional, Planejamento de Carreira
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Amigos,
compartilho com vocês um vídeo que surgiu recentemente no YouTube, que relata com bom humor uma situação pela qual os profissionais de criação passam quase todos os dias. Recomendo fortemente que o vídeo seja mostrado a todos os clientes que questionarem os preços de nosso projetos, e oferecerem contrapropostas absurdas.
Categoria: Geral
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Matéria do programa Ver Mais da RIC Record sobre planejamento de Carreira, com Suzana Coelho, psicóloga, diretora do Instituto Evoluzione e da Confraria Empresarial, originalmente postado no Blog Pessoa S/A:
Categoria: Atitude profissional, Confraria Empresarial, Planejamento de Carreira
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Se você nunca ouviu (ou leu) a expressão “gestão do design”, prepare-se para esbarrar nela freqüentemente nos próximos anos. É que, segundo o filósofo alemão Wolfgang Welsch, “assim como o século XX foi o século da arte, o século XXI será o século do design“.
A expressão foi usada pela primeira vez em 1965, quando o governo britânico instituiu uma premiação para empresas que aplicassem uma abordagem integrada para as atividades de design de maneira a contribuir com a qualidade e fosse percebida por todo mundo. Como o prêmio se chamava Presidential Awards for Design Management, a definição ficou valendo. Uma coisa que eu nunca entendi é o nome “presidential” num país parlamentarista como a Inglaterra (provavelmente o presidencial em questão era relativo às sociedades promotoras, a Britains´s Royal Society of Arts e o UK´s Design Council).
Aos poucos, com a popularização nas corporações, a gestão do design passou também a denominar um instrumento que auxilia os gestores da empresa a trabalharem com a abordagem de resolução de problemas própria do design: valorizar o projeto, o conceito e a estética. Em outras palavras, trata-se de inserir a cultura do design na empresa e descobrir como essa ferramenta pode torná-la mais competitiva.
Tudo bem, mas como é que isso funciona na prática? Como é que o design pode ajudar a empresa a se diferenciar no mercado? Aha, você deve estar pensando em marcas inovadoras ou linhas arrojadas. Beleza, essa é a parte que mais aparece, mas tem um problema. O primeiro é que linhas arrojadas (seja lá o que isso for), não se aplicam a qualquer empresa. Em segundo, gestão do design é muito mais que isso.
A gestão do design trata justamente de acabar com a história de contratar designers pontualmente, somente para desenvolver uma marca gráfica ou para fazer caixinhas quando o produto já está pronto. A idéia é fazer um diagnóstico e propor inserções estratégicas do design em todas as áreas, atividades, processos, produtos, conceitos, cultura e no que mais for possível. Inocular o design no sangue corporativo, é isso!
Vamos aos exemplos: o design pode auxiliar a encontrar melhores soluções para o ambiente de trabalho/produção e/ou atendimento a clientes com o objetivo de criar o clima psicológico desejado, melhorar o fluxo de circulação de materiais e de pessoas, sinalizar corretamente os espaços, comunicar a filosofia da empresa e reduzir custos (com o aproveitamento de iluminação natural, a escolha adequada de móveis, etc). Já dá para perceber que pode-se aplicar os conceitos tanto em uma papelaria, como em um restaurante a quilo. Mas também serve para uma multinacional de petróleo ou uma empresa de consultoria.
Ok, mas vale lembrar que tudo isso tem que estar consonante com a comunicação da identidade corporativa, desde a marca gráfica que deve traduzir com competência os atributos essenciais em todas as aplicações, passando pelo layout da papelaria, as práticas de atendimento e estrutura da informação, o website adequado e funcional, as embalagens sintonizadas com a filosofia da empresa, as apresentações institucionais, e tudo o mais que se possa lembrar. Onde você quiser, dá para encaixar design.
E tem mais: o design pode (e deve) nortear todo o desenvolvimento de novos produtos na empresa, desde o período embrionário até o ciclo de vida ser completado com o descarte. A escolha de materiais, a tradução do posicionamento da empresa, as técnicas de fabricação, o comportamento do consumidor, as funcionalidades, as inovações, as informações. Tudo tem que ter dedo de designer, se a empresa quer entrar para valer na competição.
Bacana, né? Só não consigo entender porque é que isso nem sequer é citado nas faculdades de administração, para ficar só no pessoal diretamente interessado nos resultados. E tem uma coisa pior: as faculdades de design formam designers gráficos, designers de produtos, designers de moda, webdesigners e outros que tais. Mas quem integra tudo isso numa empresa? Quem faz a gestão estratégica do design? Onde se formam os gestores de design? Que eu saiba, no Brasil só há cursos de pós-graduação na área. Mas o pessoal que sai da faculdade acaba entrando no mercado sem muita noção de gestão. Resultado: designers se acham incompreendidos e gestores se sentem irritados.
Pois é, minha gente. O grande desafio agora é formar muitos e excelentes gestores do design e contar ao empresariado sobre a existência e a importância estratégica desses profissionais.
A coisa vai meio devagar, mas eu, pelo menos, estou fazendo minha parte…
Lígia Fascioni | www.ligiafascioni.com.br
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A ilustração, para a maioria dos leigos na área, é apenas um desenho. A verdade é que quanto à técnica, a ilustração pode ser tanto um desenho quanto uma pintura, ou uma gravura, imagem em 3D, colagem, fotomontagem, etc, o importante é o visual dela se encaixar bem no material em que será aplicada. O conceito mais apropriado para ilustração é “uma imagem utilizada de forma estratégica, com a intenção de favorecer o desempenho de um negócio”.
Ela é criada de acordo com a necessidade de transmissão de idéias de determinado produto ou serviço. Sua criação depende não só da criatividade do ilustrador, mas principalmente de fatores como tipo de técnica, material de aplicação, público-alvo do serviço ou produto, etc. para ser criada.
Por exemplo, se alguém me pedir para desenhar um cachorro, eu vou perguntar primeiro em qual material o desenho do cachorro será utilizado (embalagem de ração, logotipo de pet shop, brinde de loja, convite de festa, etc.), com qual tipo de traço devo criá-lo (traço cartoon, traço realista, traço mangá, toy art, etc.), qual o público-alvo do material (crianças, adolescentes, idosos, empresários, veterinários, etc.).
Cada negócio depende de um estilo de imagem apropriado, por exemplo: não posso desenhar um ursinho cor-de-rosa em traço cartoon para um anúncio de loja de carros, nem uma caveira de pirata com traço “Marvel” para o logotipo de uma floricultura. Portanto, a ilustração precisa ser uma boa figura aliada a uma boa estratégia de marketing.
A ilustração, ao contrário do que se pensa, não é utilizada apenas em publicidade infanto-juvenil, quadrinhos, desenhos animados, camisetas, convites, etc., ela pode ser aplicada em praticamente qualquer negócio. Um médico pode dar aos seus pacientes uma cartilha de cuidados com a saúde, uma agência de consultoria empresarial pode fazer uma HQ sobre o bom relacionamento de patrões com empregados, uma fábrica de motores pode colocar cartazes explicando aos funcionários como organizar o ambiente de trabalho… enfim, não há restrições quanto à área de aplicação das ilustrações, tudo depende acima de tudo da necessidade do cliente e da mensagem que ele deseja comunicar ao seu público.
Benefícios do uso da ilustração
Personificação dos valores da empresa: os valores “abstratos” que a empresa atribui ao seu produto ou serviço (conforto, segurança, integridade, agilidade, etc.) assumem uma forma concreta, que interage com o público (exemplos: tigre Tony = vitalidade, energia física / Zé Gotinha = simpatia, zelo pela saúde da criança). Além disso, há também a possibilidade de o próprio produto de uma empresa se tornar um ser vivo.
Diferencial competitivo: Um produto com uma embalagem ilustrada chama mais a atenção do consumidor do que um produto sem ilustração. Além do impacto visual mais atraente, a ilustração pode mostrar ao consumidor como é a utilização do produto ou contratação do serviço.
Identificação com o público-alvo: O personagem pode ter visual e comportamento semelhantes ao do consumidor, e viver situações semelhantes às do seu dia-a-dia, ajudando-o a familiarizar com o uso do produto ou a contratação do serviço. Exemplos: o mascote das Loterias da CAIXA é o Pepeu, um cidadão de meia-idade que está sempre “fazendo uma fezinha”; na HQ “Aprenda a Vender Mais e Melhor”, do SEBRAE, os personagens são comerciantes de um mercado público, que aprendem e ensinam conceitos de administração em suas histórias.
Baixo investimento: a ilustração, em muitos casos, possui menor valor de produção, em comparação com a produção de maquetes ou fotografias. Neste último caso, geralmente se contrata diversos fornecedores como agência de modelos, cenógrafo, fotógrafo, maquiador, figurinista, etc., e para a produção da ilustração, o próprio ilustrador é suficiente na maioria dos casos, pois ele pode criar a imagem no próprio computador, ou em um papel, e em muitas vezes entregá-la no mesmo dia do pedido.
Alto grau de personalização: as características pessoais do cliente podem ser inseridas no desenho. Nas caricaturas este benefício é mais evidente, e serve como uma forma de fazer o cliente rir de si mesmo.
Leitura de fácil associação: o texto acompanhado da imagem ajuda a proporcionar uma leitura mais agradável da mensagem. Ver um personagem vivendo e mostrando as situações descritas no texto, geralmente desperta mais o interesse do leitor do que uma pilha de parágrafos com a mesma informação. Atualmente, as obras literárias dos vestibulares são um tipo de material que utiliza este benefício em larga escala, com as suas versões em histórias em quadrinhos.
A imaginação é o limite: este é um dos benefícios mais importantes, pois a liberdade de combinações de elementos gráficos da ilustração permite que qualquer idéia possa ser colocada em prática. E como a ilustração é uma coisa abstrata por natureza, isso ajuda a retirar parte da artificialidade da idéia retratada, o que não costuma ocorrer em fotomontagens, por exemplo.
Para finalizar, precisando de uma ilustração, não escolham o caminho mais fácil de baixar imagens na Web, pois além da qualidade delas geralmente ser baixíssima, muitas delas possuem direitos autorais, e o uso não-autorizado das mesmas pode gerar processos por parte de seus criadores ou proprietários. Contratem um ilustrador, que ele criará uma imagem completamente sob medida para vocês.
Para conhecerem um pouco de meu trabalho, e conferir alguns dos diferentes usos da ilustração citados acima, entrem em meu site e meu blog.
Categoria: Geral
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Fico contente com o início das participações dos colegas da Confraria Empresarial aqui no blog, criado especialmente para divulgar nossos trabalhos e, de quebra, a nossa associação de negócios confiáveis. Vida longa a mais este projeto!
O post de hoje foi originalmente publicado no meu blog – o Impressão Digital - e relata uma experiência bem particular que tive e a importância de sempre buscarmos uma auto-motivação para surpreender!
No verão de 2004/2005, enquanto ainda estava na Universidade, dei um tempo do escaldante calor da Ilha para congelar nas montanhas rochosas do Colorado, nos Estados Unidos. Fiz um daqueles programas de trabalho no exterior, feito na sua maioria por universitários. Trabalhava no restaurante de uma estação de esqui ao sul do Colorado, Monarch Ski Area.
A experiência de ter trabalhado com algo totalmente avesso a minha realidade foi bem interessante. Mas lembro, de forma recorrente, de uma passagem que lá me acontecera e que até hoje me toca. No restaurante, era um faz-tudo (como todos os brasileiros que lá estavam também). Da pizza ao hamburguer, da sopa aos burritos e nachos, do caixa à limpeza: era a nossa rotina.
Tínhamos que nos reportar diretamente a nossa chefe de cozinha: uma vietnamita baixinha e invocada chamada Phanny. Quando precisava recorrer a ela para determinada tarefa ou pedia alguma sugestão do que fazer de pizza ou sanduíche em determinado dia, ela quase nada falava e simplesmente dizia: Surprise me, ou seja, surpreenda-me. É uma lição que tomo comigo até hoje.
Pode parecer uma passagem idiota, simples, mas que sempre me faz pensar e me toca muito relembrar disso: da necessidade sempre fazer não só um bom trabalho, mas o melhor. Não algo comum, mas algo que toque alguém. Fazer um trabalho bom deve ser o mínimo: precisamos sempre pensar na “cerejinha do bolo”, no diferencial, para, definitivamente, surpreender. Isso acaba norteando o meu trabalho hoje e incentivo para que quem esteja do meu lado também tenha isto em mente.
Categoria: Atitude profissional
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Há coisas que intrigam no mercado de consumo, mas a mais estranha delas é a aceleração com que as transformações da tecnologia avançam sobre o consumidor,especialemnte as coisas supérfluas, ou de natureza dispensável sob a ótica da estética ou tecnologia, enquanto outras mais íntimas, tornam-se coadjuvantes, mesmo que desejadas e nas crises, são abandonadas à sorte, até que voltem os ventos a soprar e as conduzam rumo ao consumidor novamente.
Vou descomplicar. Falo dos cosméticos, do vestuário, dos automóveis, da decoração, do mobiliário, e na outra ponta, frágil, dos alimentos, da saúde, da educação e do lazer.
Falar em crise é uma das necessidades da vida não descrtitas por Maslow, mas todo ser humano fala da crise, antes, durante e depois que ela passou. O palco das conferencias pode ser Davos, O Forum Social Mundial, ou a barbearia da esquina, a fila do banco, ou o que épior que tudo: antes de dormir.
Mas a dor gerada pelas crises é uma espécie de força extra retirada da alma, como um cão que é mordido por outro, devolve com igual intensidade outra mordida, e quando mais dói, mais ele aperta, até que o mais fraco sucumbe. No caso, pasmem: o mais fraco dos viralatas da pirâmide de consumo, é o mobiliário.
As pessoas trocam de carro, porque não podem rodar com um carro muito tempo porque “deprecia” (na verdade quem deprecia são as revendas, porque o pobre proprietário (ou proprio otario) cuida dele como se fosse um bebê. Isso é comprovado. A publicidade trabalha em cima disso. E também por uma coisa que ninguém se dá conta: o carro é notadamente masculino. Carros possantes são carros “pra macho”. Portanto, a melhor oficina o melhor combustivel, o melhor pneu, a melhor lavação. Isso é quase sempre o homm que escolhe, que corre atrás, que se descabela quando vê um risquinho (lá em casa é o contrario, ufa). Já omóvel, na maioria das vezes, é tratado como backgroud, porta trecos,depósito, especialmente portas e gavetas. Carros, tem nomes possantes. Móveis não. Baú vai ser sempre baú. Roupeiro, no máximo muda para guarda roupas. Prateleiras, campeãs no assassinato do vernáculo, viram “partelêras”, e as pobres cadeiras, tão delicadas, sustentam os bundões que tratam carros como bebê e armário como a casa da sogra.
Caminhando nesse pensamento, é possivel entender o porque da quebradeira constante no setor moveleiro quando surge uma crise. Os governos correm para socorrer os gigantes, porque são gigantes e se mostram como gigantes, empregam à vista de todos milhares de trabalhadores. Mas e o setor moveleiro? Vamos comparar? Quantos empregos gera a industria automobilistica? milhões. E as fabricas de móveis? Muitos milhões mais, porque são invisiveis. Com resguardo dos expoentes gigantes, todo brasileiro tem moveis dentro de casa, isso são 180 milhões de pessoas. Mas já se ouviu falar de alguem desta turba que usa polidor para dar brilho à logo do fabricante? E quando surge a crise, qual é a primeira coisa e deixar para mais tarde? Não é a cozinha nova? a sala de jantar ( um dia ainda vou descobrir porque todo mundo tem uma sala de jantar, mas não tem uma sala de almoço nem de café da manhã, lanche da tarde, mas, enfim, deixa pra lá. O assunto é outro agora).
Então, mais uma vez, chega a crise, sai o marceneiro, mas ficam os dedos, isto é, o carro tem que ser trocado, porque o juro “baixou”. A liquidação era imperdivel e aqueles tres pares de sapatos não poderiam ir parar em pés que não os merecessem. E a industria quimica foi tão generosa com aquele lançamento de batom a R$ 200,00, que isso não vai fazer falta mesmo, ninguém vai falir por tão pouco.
E a cadeira soltando as traves vai ter que esperar. Só até passar a crise.
Categoria: Design Moveleiro
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First of all: Inovação. Se você busca investimento-anjo para seu negócio, a condição sine qua non para obter o aporte financeiro e intelectual de uma rede de anjos é que seu negócio seja inovador.
Em segundo lugar: investidores-anjo, via de regra, não buscam negócios lucrativos! A verdade é que não estamos nem aí para o lucro atual do seu negócio, o que buscamos são negócios com um enorme lucro “potencial” e preferencialmente com perspectivas internacionais.
Terceiro: O mercado brasileiro é muito limitado para a diversidade cultural e o potencial criativo dos nossos produtos. Acreditamos que não existem barreiras à expansão dos sites brasileiros mundo afora. É apenas uma questão de prioridade estratégica.
Legal – negócios inovadores, potencial de lucros exponenciais e perspectiva internacional. E o que mais?
Empreendedores dispostos a sacrifícios pessoais. Quando investimos em startups estamos assumindo o risco do negócio, mas não queremos assumir os riscos sozinhos. Queremos compartilhar com o empreendedor o sucesso do negócio, mas principalmente os riscos. Para assegurar o comprometimento do empreendedor, a sua renda pessoal deve ser mínima durante o período do investimento para que este esteja fora de sua zona de conforto. Queremos que o empreendedor tenha senso de propriedade com relação a cada centavo investido no seu negócio, qualquer saída de caixa precisa ser absolutamente necessária e será sempre questionada sobre a possibilidade de obter o produto ou serviço de forma mais barata e, portanto, mais criativa.
Dá para perceber que trabalhar com investidores-anjo não é fácil, porém pode ser muito gratificante quando na saída do investimento todos tiverem a sensação de dever cumprido e, só então, colher o excelente retorno de um investimento bem-sucedido!
Em suma, inovação e disposição, é isto o que buscam os anjos!
Categoria: Investimentos
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Sabe quando uma pessoa faz um comentário ou uma observação qualquer e, em vez de refutar o argumento, você critica a pessoa? Automaticamente o assunto tratado fica fora de questão, o foco passa a ser quem o está defendendo. Esse erro de raciocínio é tão antigo e comum que tem até um nome: argumentum ad hominem (expressão latina que significa “argumento contra o homem”).
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Categoria: Atitude profissional
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O próximo encontro da Confraria Empresarial, rede de negócios confiáveis, será sobre nota fiscal eletrônica, tema bastante atual e que tenho acompanhado já há alguns anos, por conta de trabalhos para alguns clientes. É uma revolução tecnológica e tributária que estamos assistindo e que, dentro de alguns anos, estará consolidada no país.
A possibilidade de tornarem eletrônicas todas as notas fiscais representa uma grande evolução e irá impactar diretamente a forma de se fazer negócios, privilegiando as empresas que já desenvolvem todos os seus serviços ou vendem por meio eletrônico ou com o apoio da tecnologia. E diminuindo também os custos de empresas tradicionais.
Nesta primeira etapa, a nota fiscal eletrônica está se tornando obrigatória somente para segmentos que pagam ICMS, ou seja, compra e venda de mercadorias e produtos. Diversos estados estão adotando a NF-e, já que são as unidades federativas responsáveis pela arrecadação do ICMS. No âmbito municipal, somente o município de São Paulo consolidou a nota fiscal eletrônica de serviço, que recolhe o ISS.
Gostaria de convidar a todos para participarem na próxima terça-feira, às 19 horas, da palestra “Nota fiscal eletrônica: antecipe-se e prepare sua empresa”, que será dada por um dos principais especialistas no assunto aqui de Santa Catarina e diria até do Brasil – o colega Luiz Boal, da DF-e Tecnologia.
O evento é gratuito, será realizado no Auditório do SENAI/CTAI, na SC 401 próximo ao Floripa Shopping, e as inscrições podem ser feitas no site da Confraria Empresarial. Mais detalhes no convite abaixo.
Categoria: Evento
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